a pesquisadora virou partner do mágico!

Um convite que me encheu de orgulho.

Seria uma noite por si só muito emocionante. Estréia do documentário feito sobre a vida de Dover Tangará junto com apresentações de amigos do trapezista. Quando iniciamos a programação do evento imaginávamos que seria especial, mas não contávamos com tantas surpresas. Ivan, o malabarista cubano, 72 anos de pura energia e graça, faria uma apresentação; Marília, 79 anos, ex-mulher de Dover cantaria com ele ao violão, o casal de palhaços Pepin e Florcita, apresentaria uma reprise divertidíssima e Puchy faria um número de magia, junto com suas partners Loren, Vânia e eu, de macacão verde, como convidada!

Os figurinos foram feitos no dia anterior especialmente para o evento. Feitos com tanto carinho e cuidado que serviram perfeitamente. Loren acertou todos os tamanhos! O de Loren e de Vânia eram vinho e o meu verde. Ela explicou que o meu era de outra cor porque eu era o destaque. Minha cor era diferente porque eu como convidada, poderia errar! Ufa…! Logo depois que coloquei a roupa, elas me maquiaram e me enfeitaram com um monte de brilhos. Em seguida tive uma aula de charme feminino: “rosto sempre erguido, boa postura, pés levemente virados como bailarina, uma perna na frente da outra, uma mão na cintura e a outra apontando para cima, com os dedos levemente fechados como se segurasse um lápis…” e tudo isso ao mesmo tempo! Em cena, dance salsa e sempre fique olhando para o mágico, e leve a cartola segurando assim, e pegue o tubo, e leve as pombinhas para o camarim e coloque as pombinhas na casinha e volte e dance novamente e olhe para o mágico e guarde o tubo novamente e leve a caixa para trás e volte e dance mais um pouco! Nossa! Confesso que me embananei um tantão mas não perdi a pose. E agradeço muitíssimo a honra de ter pisado no picadeiro com um mágico tão incrível e suas partners tão afetuosas!

Vivi os bastidores do evento, e tudo foi muito mágico! Gritamos “aleirroup” de mãos dadas atrás da lona e durante todo o tempo fiquei ali, tomando chá com Puchy, rindo com as piadas do Ivan, que falava besteiras e depois pedia que não o fizéssemos rir porque isso poderia descolar seus cílios postiços. Passei frio e depois usei um casaco preto emprestado pelo palhaço Pepin. E quando não agüentava mais só ouvir o público começamos a espiar o pelas frestinhas da lona. “Não pode ficar rascando” eles diziam. Já tinha ouvido isso outras vezes, eles dizem que o espetáculo está “rasca” quando está frágil, muito mambembe, de baixa qualidade, amador. Loren contou que uma vez tomou um tapa do pai porque assistia os números pelos buracos da lona. O público não pode ver o artista com figurino antes da apresentação. Mas era uma noite de homenagens e todos acabamos “rascando” e assistindo o evento pelas frestas.

Foi emocionante fazer parte disso tudo. E quando todos tiravam fotos, perguntei de quem era a máquina porque queria cópias das fotos e o que ouvi foi “a máquina é nossa”. Eu só posso agradecer muito obrigada!

Por Priscila Jácomo

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