Mariana Gabriel

SERRAGEM NA VEIA

Sim, essa sou eu! Apresentada antes das entrevistas como bisneta de dono do circo. Integrante da família Alves. Herdeira do extinto Circo Guarani. Essa sou eu. Neta de palhaça. Filha de mãe que fazia força de cabelo.

“Você tem serragem nas veias, minha filha!” Eu tenho e eu sinto.

Agora aos 30 anos parece que ficou evidente: sou mais pra lá do que pra cá e estou aki.

Quase guardei em segredo essa vontade de falar alto, de cantar, de levar a vida com mais leveza, de ter mais sensibilidade, de gostar de novidade, de não ter rotina, de gostar de ouvir histórias e conviver com pessoas diferentes, de me permitir ser alegre e inconstante, por que não? A vida é mais. Existe o trapézio, o salto, a mágica. A vida pode mais. Mais alto. Por um tempo tudo ficou meio sufocado…

“Mas é isso, menina, serragem…” Liberdade!

Não dá para fugir…só se for com o circo!

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Um comentário em “Mariana Gabriel

  1. Bem escrito, lindo, tocante. Ao ler esse depoimento, noto como você está envolvida com a pesquisa, como lhe faz sentido. Acho que essa é a boa maneira de viver: re-significando a história familiar e a própria vida. Como li outro dia, citado pelo zagueiro Paulo André, do Corinthians, “o importante não é o que os outros fizeram com você, mas o que você faz com o que os outros fizeram com você”.
    César Rask

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